GOL vai cobrar por serviço de bordo e aumentar opções
#1
Postou 30 maio 2009 - 12:48
A boa notícia: a partir de segunda-feira, quem voar pela Gol saindo do Aeroporto de Cumbica poderá comer mais do que amendoim e beber refrigerantes. Serão oferecidos vários tipos de sanduíche, cappuccino, achocolatados, chás diversos, chocolates, vinhos importados etc. A má notícia: a Gol cobrará por tudo isso. Será a primeira no Brasil a adotar um modelo que algumas companhias aéreas de baixo custo na Europa e nos EUA já utilizam: a cobrança do serviço de bordo. De graça, portanto, apenas a dupla amendoim e refrigerante. Já barrinhas de cereal, nem pagando: foram aposentadas pela Gol. Inicialmente, só os voos de Cumbica para Recife, Belém, Salvador e Porto Alegre terão a novidade, que será estendida aos poucos para todas as rotas.
Revista VEJA
#7
Postou 30 maio 2009 - 01:56
Junio Gracielo, em May 30 2009, 04:32 PM, disse:
Está falando só em relação à Gol ou de maneira geral?
Pelo que é geral o conceito low cost é oferecer o preço mais baixo sem mordomia, temos o caso da Ryanair que até taxa de quem usa o banheiro vão cobrar, diominuíndo assim ainda mais o preço geral das passagens. Eu pessoalmente só fui uma vez à wc em mais de 7 anos a voar umas 10 vezes por ano...
#9
Postou 30 maio 2009 - 02:17
#10
Postou 30 maio 2009 - 02:33
#11
Postou 30 maio 2009 - 02:36
Roni, em May 30 2009, 02:33 PM, disse:
Apesar de haver uma grande diferença entre Brasil e Europa, não sei se isso vai dar certo aqui.
O que sei é que a AZUL deve estar morrendo de rir desa situação e com certeza. deverá implantar algo semelhante com um diferencial, o cliente não terá que pagar nada para ter um atendimento melhor.
#12
Postou 30 maio 2009 - 03:37
Ryanair e Easyjet, com o Roni já mencionou, são exemplos bem sucedidos dessa conduta, ambas vendendo passagens com preços muito acessíveis. Europa ou Brasil, a verdade é que a redução dos custos para as aéreas é algo inevitável e não deixa de ser mais um processo de evolução do sistema de aviação civil.
Apóio.
#14
Postou 30 maio 2009 - 04:15
Taxa de ocupação nas aeronaves:
65% Corporativos
30% Turistas
5% Usuários eventuais e de primeira viagem
Levando em consideração que a aviação comercial no Brasil cresce cerca de 19 a 22% a cada ano, na Europa cerca de 60% da população utilizam o transporte aéreo, ou seja, é popularizada, coisa que ainda esta longe de acontecer no Brasil onde só 5% utilizam o transporte aéreo.
O que eu quero dizer com isso é que preço de passagem mais barata com essa novidade apresentada pela GOL ai acho meio impossível. Não há fórmula do milagre.
Isso é um grande pretexto para o que há de vir.
É basicamente cometer desigualdade social a bordo das aeronaves, quem tem e pode paga e come melhor quem não tem fica só nas barrinhas de cereais, que a Cia. promete abolir.
(sei que vão querer me crucificar por essa opinião, mas é minha, é pessoal e cada um tem a sua. Em voos de várias classes a história é outra)
Isso mostra a grande diferença entre Brasil x Europa falando de aviação comercial.
Por isso minha opinião é de que a empresa que quer ver uma ótima ou boa taxa de ocupação em suas aeronaves deve criar outros meios de melhoria ao atendimento ao cliente.
Lei ou norma, tratado que estabeleça que Cia aérea alguma seja obrigada a prestar um excelente serviço de bordo incluindo refeições, isso nunca vai acontecer agora lógico, é o que eu falei acima quanto à taxa de ocupação.
Agora alguns números registrados e divulgados pela ANAC este mês, sobre a aviação brasileira:
Cai a taxa de ocupação das aeronaves no País
Texto publicado em 15 de Maio de 2009 - 07h05
SÃO PAULO – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou ontem que os embarques domésticos e internacionais tiveram crescimento em abril, apesar de a ocupação de assentos registrar queda. A Gol/Varig perdeu espaço nos dois segmentos e a TAM lidera com até 86% do mercado, no caso dos voos internacionais.
O levantamento da Anac considera o número de passageiros vezes os quilômetros percorridos. Nos embarques domésticos, a Anac aponta para um aumento de 2% sobre abril de 2008. No caso dos voos internacionais, a alta foi de 3,5%.
Porém, o mercado doméstico segue desaquecido, uma vez que o movimento de passageiros cresceu em um ritmo menor do que a quantidade de assentos disponíveis, que ficou maior. Com isso, em abril a ocupação média nos voos nacionais caiu de 66% para 63%, e a dos voos internacionais subiu de 66% para 69%.
A concentração de mercado – com TAM e Gol/Varig – nas rotas nacionais atingiu 87,97% em abril. Em relação às linhas internacionais, a concentração chegou a 99,86%.
A TAM manteve a liderança em market share (participação de mercado) tanto nas rotas internacionais quanto nacionais. A empresa fechou o mês com 49,2% de participação nos voos domésticos – contra 47,12% de abril de 2008. A Gol/Varig teve queda de 46,44% para 38,77% de abril de 2008 para o mesmo mês deste ano.
AZUL
Segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Azul se tornou em abril a quarta maior companhia aérea do País em participação de mercado. A empresa iniciou operações em dezembro e alcançou uma fatia de 3,62% nos voos domésticos, ante 2,77% da OceanAir, a quinta colocada.
O resultado aproxima a empresa da terceira colocada, a Webjet, que registrou percentual de 3,70%. Para André Castellini, da Bain & Company, o avanço da companhia está relacionado com a política de preços baixos. "É uma estratégia para tornar a empresa conhecida, mas resta saber se as tarifas são sustentáveis no longo prazo", diz ele. MOVIMENTO De janeiro a abril deste ano, a demanda por voos nacionais acumulou a taxa de crescimento de 5,5% em relação ao período de janeiro a abril de 2008, com expansão de 11,7% na oferta de assentos na mesma base de comparação. A taxa de aproveitamento dos aviões acumulou 66% nos quatro primeiros meses do ano, o que representou uma queda de quatro pontos porcentuais no mesmo período do ano passado.
Este post foi editado por Junio Gracielo: 30 maio 2009 - 04:16
#15
Postou 30 maio 2009 - 04:27
Isso que a Gol implementou é simplesmente o óbvio: quem consome, paga. E quem não consome, não paga!
Exemplo típico:
Fiquei hospedado num hotel e bebi um refrigerante: eu pago.
Fiquei hospedado no mesmo hotel e NÃO bebi o refrigerante: eu não pago.
Agora desigualdade social é nós ficarmos aqui discutindo isso num fórum de internet enquanto o meu vizinho (tô vendo ele pela janela) está lá fora, na chuva, num sábado à tarde, "catando" umas verduras na roça alheia pra fazer sopa para as crianças hoje à noite.
(Veja que não é uma crítica, apenas meu ponto vista.)
Também tenho curiosidade sobre os preços. Alguém saberia alguma coisa à respeito?
#18
Postou 30 maio 2009 - 07:07
Junio Gracielo, em May 30 2009, 01:32 PM, disse:
AAL não é LOW COST.
A possibilidade de cobrar o serviço de bordo não caracteriza a Low Cost, mas sim a Low Fare.
-----
Para se ter uma ideia a Ryanair é tão LOW COST & LOW FARE que ela está estudando colocar um sistema de cobrança para usar banheiro durante o voo.
Este post foi editado por fraiman: 30 maio 2009 - 07:09
#24
Postou 31 maio 2009 - 12:42
Vitor Ferreira, em May 30 2009, 11:14 PM, disse:
É o que eu acho também
Pô,entre o almoço e a janta é muito tempo,com certeza um tempo maior que um GRU-FOR,se você quer você compra antes,ou faz o que a Gol vai implantar que acho absurdamente correto,paga pelo que come,assim não tem mais reclamação do serviço e ninguém sai perdendo(Só os mãos de vaca)
#25
Postou 31 maio 2009 - 12:46
Lago, em May 31 2009, 12:35 AM, disse:
Você para na estrada depois de 30min de viagem?..que é quase um CGH-SDU
Eu paro quando preciso abastecer o carro, aí aproveito e "me" abasteço, mas isso não acontece com menos de 3hs...é quase um GRU-FOR.
Portanto, não vejo a menor necessidade de serviço de bordo em voos com menos de 2hs ao menos.
#26
Postou 31 maio 2009 - 01:46
Na boa, classificar isso como descriminação é no mínimo um grande equívoco, pra não dizer nada pior. Quem consome paga, quem não consome não paga ora. Que há de ruim em cobrar pelo serviço? Novamente, a tendência é que ele deixe, cada vez mais, de fazer parte do "preço da passagem" cobrada, seja em Blangadesh, seja nas Antilhas Holandesas.
Nas aulas que tive, um professor demonstrou de um jeito maneiro como custava caro manter essas porcarias a bordo em número suficiente para que todos fossem servidos. Cada copo de água mineral senhoras e senhores, no final das contas, custa centenas de Reais para a empresa no final do mês! Isso por conta do peso que ele tem, que por mais ínfimo que seja, tem sua cota de combustível garantida. E querosene é caro pra carácoles.
O serviço deve ser cobrado! Sob pena de continuar custando pra empresa como uma cortesia fajuta! Barrinha de cereal?! Qual é! Só pra quem gosta muito mesmo! Porque eu odeio. E de toda forma, custa! Agora, se ao menos cobrarem pelo consumido, teremos um balanço (quem sabe até lucro, hehe).
Não acredito que as passagens ficarão mais baratas, e na boa, não me queixo disso. O que interessa pra mim e ver as aéreas nacionais saudáveis financeiramente falando, e sobretudo chapas, contratando. Mesmo porque, eu tô esperando na fila.
#27
Postou 31 maio 2009 - 08:06
Cada um defende o seu interesse. Eu não tenho meu nome no CNPJ da Cia. e muito menos sou tripulante então defendo como passageiro por melhorias a bordo (não regalias), para que possamos pagar um preço justo pela pasagem para que posamos ser transportados com segurança, qialidade e pontualidade com o melhor atendimento que a Cia. possa ofereçer, já que a disputa pelo passageio esta em alta.
Se querem implantar isso a idéia mais inteligente seria criar uma classe executiva nos voos nacionais mais longos como MAO-GRU entre outros na malha brasileira.
Implantar isso, como foi falado acima, num voo de ponte aérea, faz me rir...
#28
Postou 31 maio 2009 - 08:17
Junio Gracielo, em May 31 2009, 08:06 AM, disse:
Duvido muito acontecer isso, preço gasto por eles seria muito alto e o retorno com ctz não seria dos melhores.
Implantar isso, como foi falado acima, num voo de ponte aérea, faz me rir...
Não vejo problema nenhum, até pq a ponte aérea é por onde passam os executivos mais importantes do pais durante várias vezes por dia, e o serviço é para quem quer, não será obrigado você pagar caso não queira, a barrinha de cereal ta la para isso hehehe! Brincadeira até pq parece q finalmente irão retirar ela..
#29
Postou 31 maio 2009 - 08:40
Vitor Ferreira, em May 31 2009, 01:46 AM, disse:
Eu paro quando preciso abastecer o carro, aí aproveito e "me" abasteço, mas isso não acontece com menos de 3hs...é quase um GRU-FOR.
Portanto, não vejo a menor necessidade de serviço de bordo em voos com menos de 2hs ao menos.
Veja bem, não sou contra a cobrança, acho até interessante, mas você está subestimando um assunto bem importante.
Se alimentação não fosse relevante, as cias não se preocupavam em dar um jeito nisso, os passageiros não comentavam sobre isso, e nós não estariamos aqui discutindo sobre isso.
Essa idéia de que viajem não é pra comer é opinião de muito pouca gente. A reclamação na época da barrinha era generalizada, porém enquanto era low fare, ninguém reclamava, pois achava que tava pagando menos por causa disso.
Agora porque muita gente tá preferindo pegar um busão e ir pra campinas pra voar Azul? Só por causa do desconto de 30 reais ou pelo conjunto de ações simpáticas dessa companhia (incluindo bobagens a vontade)?
Abs
#30
Postou 31 maio 2009 - 03:06
Se hoje pessoas de menor poder aquisitivo podem viajar de avião é graças a ela. Até a TAM se rendeu ao estilo e teve que baixar seus preços.
Nunca, jamais, nem em sonho que há 10 anos atrás se imaginaria que uma passagem entre SP e Recife de Avião seria mais vantajoso do que viajar de onibus
Se os preços no Brasil não baixam ainda mais é culpa dos impostos famigerados e taxas aeroportuárias,

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